Como se fazem Vinhos Rosés?
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Os vinhos rosés, com as suas belíssimas tonalidades que variam desde a cor de casca de cebola a salmão, e de rosa-pálido a groselha, têm vindo a conquistar cada vez mais apreciadores ao redor do mundo. O estilo delicado e refrescante destes vinhos, torna-os uma escolha popular, especialmente em climas mais quentes. Mas afinal, como são produzidos?
A história do vinho rosé remete aos primórdios da produção vinícola, quando as técnicas rudimentares resultavam em vinhos com tonalidades rosadas. No entanto, foi apenas no século XIX, em França, que o Dr. Jules Guyot estabeleceu a primeira definição concreta de como produzir este tipo de vinho, no seu livro "Viticultura e Enologia".
Um vinho rosé é caracterizado pela sua cor distinta. Esta coloração é obtida a partir das cascas das uvas tintas utilizadas na sua produção, por meio de diferentes métodos de vinificação ou pela mistura de vinho tinto com vinho branco.
Métodos de Elaboração do Vinho Rosé
Método de Prensagem Direta:
Neste método, as uvas tintas são delicadamente prensadas (tal como na produção de vinhos brancos), permitindo que o mosto (sumo) entre, levemente, em contato com os pigmentos das cascas. De seguida, este sumo colorido é fermentado em branco (sem as cascas), resultando em vinhos rosés delicados e de tonalidades claras.
Método de Maceração Curta:
Este é o método mais comum para se produzir vinho rosé. Neste é seguido o processo de produção dos vinhos tintos. A diferença é que a casca da uva fica em contacto com o mosto apenas por algumas horas, geralmente de 12 a 36. Após esta maceração, as cascas são separadas do sumo, que segue para fermentação em branco.
Método de Sangria:
No método de sangria, as uvas tintas passam pelo processo de vinificação dos vinhos tintos. Porém, num ponto específico da maceração, uma parte do sumo é retirada e fermentada separadamente, resultando num vinho rosé. O restante sumo continua o processo de fermentação para se tornar vinho tinto.
Método de Lote:
Este método consiste na mistura de vinho tinto com vinho branco para produzir o vinho rosé final. Embora seja proibido na Europa, países como os Estados Unidos e a África do Sul permitem esta prática. No vinho Champagne Rosé, é habitual o lote de vinhos brancos e tintos.
Método de Cofermentação:
Utilizado em casos raros (rosados da D.O. Cigales, por exemplo), neste método as uvas tintas e brancas são fermentadas juntas, resultando num vinho rosé. Contudo, devido à dificuldade de controlo sobre o resultado final, é uma técnica menos comum.
Conclusão
Os vinhos rosés têm conquistado espaço globalmente, sendo produzidos em várias regiões, inclusive na famosa Provence, França, onde cerca de 89% da produção é rosé. Apesar de não ser obrigatório mencionar o método de produção, estes são apreciados pela sua versatilidade na harmonização com alimentos.
A sua capacidade de se adaptarem a diversos momentos de consumo, torna-os uma escolha elegante e refrescante numa grande diversidade de ocasiões. Experimente diferentes exemplares para descobrir as suas nuances únicas e explore a nossa seleção completa de vinhos rosés aqui.